SERVIÇO STRAUSS

ESTACA STRAUSS

São estacas moldadas “in loco”, executadas com revestimento metálico recuperável, de ponta aberta, para permitir a escavação do solo. Podem ser em concreto simples ou armado. Como são estacas muito utilizadas no mercado da Construção Civil estamos colocando abaixo as características das mesmas, sugeridas pela APEMOL (Associação Paulista de Empresas Executoras de Estacas Moldadas no Local, do Sistema Strauss – 1979).

Vantagens:

As estacas Strauss apresentam vantagem pela leveza e simplicidade do equipamento que emprega. Com isso, pode ser utilizada em locais confinados, em terrenos acidentados ou ainda no interior de construções existentes, com pé direito reduzido. O processo não causa vibrações, o que é de muita importância em obras que as edificações vizinhas, dada a natureza do subsolo e de suas próprias deficiências, sofreriam danos sérios com essas vibrações. Por ser moldada no local, fica acabada com comprimento certo, arrasada na cota prevista, não havendo perda de material nem necessidade de suplementação, entre outras vantagens abaixo:

Simples Execução;
Baixo Custo;
Capacidade de carga e diâmetros diversos;
Possibilidade de execução em solo onde é encontrado lençol freático antes de camada resistente para apoio ou final da estaca;

Atingir profundidade variável entre as estacas, terminando com o necessário comprimento que o solo permita e confirme sua eficiência ao obter a “nega”;

Supera, com facilidade, características geológicas não identificadas na sondagem, haja visto ter-se a informação de alguns pontos da obra e o subsolo poder trazer variações;

Eficácia se necessário executar em solo com escavações ou movimentações anteriores não identificadas em projeto tais como uma fenda, um poço, ou uma vala profunda, aterrado(s);

Flexibilidade, possibilidade de execução da estaca com o comprimento projetado, permitindo cotas de arrasamento abaixo da superfície do terreno;

Pode ser executada em situações onde o equipamento esteja em um nível e a estaca locada em solo com cota inferior e ou até mesmo em talude;

Facilidade de locomoção ou manobra do equipamento dentro da obra;
Confirmação das camadas de solo definidas na sondagem durante o processo de percussão, por meio de retirada de amostras do solo;

Segurança na verificação, durante a perfuração, da presença de corpos estranhos no solo, tais como detritos, matacão e outros, possibilitando a mudança de locação antes da concretagem;

Razoável possibilidade de executar estacas próximo às divisas do terreno, diminuindo assim a excentricidade nos blocos;

Ao utilizar material a granel, não utiliza veículos de grande porte, não necessitando outros guinchos ou guindastes;

Boa versatilidade para locais com acesso limitado em largura e ou altura;

Possibilidade de execução em locais cobertos, com pé direito mínimo de 7 metros;

Não coloca em risco trabalhadores caso haja presença de gás no subsolo.

CARACTERÍSTICAS:

As estacas moldadas no local, tipo Strauss, são estacas executadas com revestimento metálico recuperável, de ponta aberta, para permitir a escavação do solo. Podem ser em concreto simples ou armado.

1.2 – Utilização

São usadas para resistir a esforços verticais de compressão, de tração ou ainda, esforços horizontais conjugados ou não com esforços verticais.

1.3 – Disponibilidade

As estacas Strauss estão disponíveis no mercado com cargas e características técnicas seguintes:

Distância mínima entre eixos de estacas: 3 diâmetros nominais.

PROCESSO

EQUIPAMENTO

Consta de um tripé de madeira ou de aço, um guincho acoplado a motor a explosão ou elétrico, uma sonda de percussão munida de válvula em sua extremidade inferior para retirada de terra, um soquete com aproximadamente 300 quilos, linhas de tubulação de aço, com elementos de 2,00 a 3,00 metros de comprimento, rosqueáveis entre si, um guincho manual para retirada da tubulação, além de roldanas, cabos e ferramentas. (fig.1).

Fig. 1 – Descrição do Equipamento.

PROCESSO EXECUTIVO

3.1 – Centralização da estaca

O tripé é localizado de tal maneira que o soquete preso ao cabo de aço fique centralizado no piquete de locação.

3.2 – Início da perfuração

Com o soquete é iniciada a perfuração até a profundidade de 1,00 a 2,00 metros, furo esse que servirá de guia para a introdução do primeiro tubo, dentado na extremidade inferior, chamado “coroa”. (fig.2)

Fig. 2 – Início da Perfuração

PERFURAÇÃO

Com a introdução da coroa, o soquete é substituído pela sonda de percussão, a qual, por golpes sucessivos vai retirando o solo do interior e abaixo da coroa, e a mesma vai se introduzindo no terreno.

Quando estiver toda cravada, é rosqueado o tubo seguinte, e assim por diante, até atingir uma camada de solo resistente e/ou que se tenha uma comprimento de estaca considerado suficiente para garantia de carga de trabalho da mesma. A seguir, com a sonda, procede-se à limpeza da lama e da água acumulada durante a perfuração. (fig.3 e 4).

Fig. 3 – Colocação da Coroa. Fig. 4 – Estaca perfurada.

CONCRETAGEM

4.1 – Nessa etapa, a sonda é substituída pelo soquete.

É lançado concreto no tubo em quantidade suficiente para se ter uma coluna de aproximadamente 1 metro. Sem puxar a tubulação apiloa-se o concreto formando uma espécie de bulbo. (fig.5)

4.2 – Para execução do fuste, o concreto é lançado dentro da tubulação e, à medida que é apiloado, esta vai sendo retirada com emprego de guincho manual. (fig.6, 7 e 8)

Para garantia da continuidade do fuste, deve ser mantida, dentro da tubulação durante o apiloamento, uma coluna de concreto suficiente para que o mesmo ocupe todo o espaço perfurado e eventuais vazios no subsolo. Dessa forma o pilão não
tem possibilidade de entrar em contato com o solo da parede da estaca e provocar desbarrancamento e mistura de solo com o concreto.

4.3 – A concretagem é feita até um pouco acima da cota de arrasamento da estaca, deixando-se um excesso para o corte da cabeça da estaca.

4.4 – O concreto utilizado deve consumir, no mínimo 300 quilos de cimento por metro cúbico e será de consistência plástica.

É importante frisar que a coluna de concreto plástico dentro das tubulações, por seu próprio peso, já tende a preencher a escavação e contrabalançar a pressão do lençol freático, se existente.

COLOCAÇÃO DOS FERROS

A operação final será a colocação dos ferros de espera para amarração aos blocos e baldrames, sendo colocados 4 ferros isolados, com 2 metros de comprimento, que são simplesmente enfiados no concreto. Os ferros servirão apenas para ligação das estacas com o bloco ou baldrame, não constituindo uma armação propriamente dita.

PREPARO DA CABEÇA DA ESTACA

Já a cargo do construtor, há necessidade de se preparar a cabeça da estaca, para a sua perfeita ligação com os elementos estruturais.

O concreto da cabeça da estaca geralmente é de qualidade inferior, pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa, ausência de pedra britada e possibilidade de contaminação com o barro em volta da estaca.

Por isso, a concretagem da estaca deve terminar no mínimo 20cm acima da cota de arrasamento.

A preparação ou “quebra” da cabeça das estacas, ou seja, a remoção do concreto excedente deve ser feita com ponteiros, os quais devem ser aplicados verticalmente. O acabamento da cabeça deverá ser feito com o ponteiro inclinado, para se conseguir uma superfície plana e horizontal.

A estaca deverá ficar embutida 5 cm dentro do bloco ou baldrame. Quando se usa lastro de concreto magro, abaixo do bloco ou baldrame, a cabeça da estaca deve ficar livre 5cm acima do mesmo. (fig.9 e 10).

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